Pular para o conteúdo

Erros comuns em furos hidráulicos e como evitá-los

Veja os principais problemas com furos hidráulicos em concreto, como prevenir erros e quais medidas ajudam a corrigir danos com segurança.

Compartilhar
Joel Oliveira

Furos em Viga

Publicado

Atualizado

Tempo leitura

21 min

Áudio

27 min

Homem perfurando concreto com furadeira hidráulica

Ouvir o artigo

0:00
26:32

Problemas com furos hidráulicos podem comprometer instalações, acabamento e até a segurança da estrutura. Entenda as falhas mais comuns e como preveni-las em lajes de concreto.

Resposta rápida

Os problemas com furos hidráulicos geralmente surgem quando a posição, o diâmetro ou a profundidade da passagem não correspondem ao projeto e às condições reais da laje. As consequências incluem interferência com armaduras e instalações, vazamentos, retrabalho, atrasos e custos adicionais. A prevenção começa com levantamento técnico, conferência do projeto, marcação precisa, escolha de perfuração diamantada compatível e execução por equipe treinada. Quando o erro já ocorreu, a correção deve começar por uma reavaliação estrutural e hidráulica, seguida de uma solução técnica para vedar, reforçar ou refazer a passagem sem ampliar o dano.

Resumo

  • Confira a posição do furo em relação à estrutura, às armaduras e às demais instalações antes de perfurar.
  • Defina o diâmetro e a profundidade a partir da tubulação, das conexões, da vedação e da espessura disponível.
  • Use equipamento compatível com concreto e condições de acesso, com controle de alinhamento, pressão e remoção dos resíduos.
  • Ao identificar erro, interrompa a intervenção, registre o ocorrido e reavalie o projeto antes de tentar corrigir a abertura.
  • A Furos em Viga realiza serviços de perfuração e corte em concreto, com atendimento presencial e equipe de profissionais qualificados.
Máquina de perfuração hidráulica em ação

O que são furos hidráulicos?

Furos hidráulicos são aberturas executadas em lajes, vigas, paredes ou outros elementos de concreto para permitir a passagem de tubulações de água, esgoto, drenagem, combate a incêndio ou condensação. Eles precisam ser definidos pelo projeto e executados com controle para que a instalação funcione sem criar danos à estrutura ou à vedação.

Uma passagem hidráulica não é apenas um vazio aberto no concreto. Ela é parte da compatibilização entre estrutura, arquitetura e instalações. Sua posição precisa atender ao caminho da tubulação, ao espaço para conexões, à inclinação necessária quando houver escoamento e à distância segura de elementos estruturais relevantes. Em uma reforma, essa análise também deve considerar o que já foi construído e o que não aparece nos desenhos originais.

Em lajes de concreto, a perfuração costuma ser feita para atravessar tubos, criar passagens para prumadas, acomodar ralos ou viabilizar adaptações de cozinhas, banheiros, áreas técnicas e sistemas de drenagem. A abertura pode ser circular ou assumir outra geometria conforme a solução prevista, mas sempre deve ser compatível com a instalação que passará por ela. Um furo apertado dificulta a montagem e a vedação. Um furo excessivo aumenta o espaço a preencher e pode atingir regiões que deveriam permanecer intactas.

A execução com broca diamantada favorece um corte controlado e reduz a necessidade de impactos intensos no concreto. Ainda assim, o equipamento não substitui o planejamento. Antes de iniciar, é necessário localizar a área, conferir o sentido de perfuração, proteger o entorno, prever a coleta da água de corte e confirmar como o material removido será retirado. O método adequado depende da espessura, do tipo de concreto, do acesso e da finalidade da abertura.

Cada passagem hidráulica deve ser tratada como uma intervenção técnica, mesmo quando o diâmetro parece pequeno. Uma marcação deslocada pode obrigar a alterar toda a tubulação, enquanto uma abertura executada sobre uma região sensível pode gerar um problema que não aparece no momento da perfuração. O cuidado inicial costuma ser mais simples do que o reparo posterior.

Ferramentas de perfuração hidráulica e detritos de concreto

Quais são os problemas comuns com furos hidráulicos?

Os problemas mais comuns são furos fora da posição prevista, com diâmetro que não atende à instalação ou com profundidade que não corresponde à espessura e ao modo de montagem. Essas falhas podem causar conflito com armaduras, vazamentos, dificuldade de encaixe e necessidade de refazer partes do serviço.

Furos mal posicionados

O furo mal posicionado aparece quando a marcação em campo não coincide com o projeto ou quando o projeto não foi conferido em relação ao que já existe na obra. A abertura pode atingir uma armadura, cruzar outra instalação, ficar próxima demais de uma borda ou sair em um ponto que impede a conexão da tubulação. Em lajes, também é comum a passagem terminar em local incompatível com forros, shafts, impermeabilização ou equipamentos instalados no pavimento inferior.

Esse erro nem sempre é percebido imediatamente. A tubulação pode até atravessar a abertura, mas ficar forçada, inclinada além do previsto ou submetida a tensão nas conexões. Com o uso, a movimentação, a vibração e a água podem revelar infiltrações ou desencaixes. Por isso, a conferência precisa ocorrer antes da perfuração e novamente depois que a abertura estiver limpa e visível.

O mapeamento da área deve reunir plantas, inspeção visual, informações da execução e, quando necessário, métodos de detecção compatíveis com a obra. O objetivo é reduzir a incerteza antes de atingir o concreto. Se houver dúvida sobre uma armadura ou instalação embutida, não é prudente tentar resolver aumentando o furo ou deslocando a abertura durante a execução.

A pressão da água também influencia a gravidade de vazamentos depois que a tubulação é instalada. A pressão na rede é a variável mais importante para a frequência e o porte dos vazamentos. Isso significa que uma pequena deficiência de vedação pode se tornar mais relevante em um sistema submetido a pressão elevada, principalmente quando o acesso para manutenção é difícil.

Furos com diâmetro inadequado

O diâmetro precisa considerar o tubo, as conexões, a movimentação admissível, o material de vedação e o espaço necessário para montar o conjunto. Quando a abertura fica menor que o necessário, a equipe pode tentar forçar a passagem, desgastar o concreto ao redor ou improvisar uma conexão. Essas alternativas comprometem o acabamento e podem transferir esforços para a tubulação.

Quando o furo fica grande demais, a instalação perde apoio e a vedação exige preenchimento mais amplo. O espaço excedente pode facilitar a entrada de água, dificultar o acabamento corta fogo quando aplicável e deixar a região vulnerável a movimentações. Em uma laje impermeabilizada, qualquer descontinuidade ao redor da passagem deve ser tratada de forma compatível com o sistema existente, não apenas coberta com um material escolhido no local.

Também é preciso separar o diâmetro da passagem do diâmetro externo do tubo. Curvas, luvas, flanges, anéis e dispositivos de vedação podem exigir uma abertura diferente daquela que seria suficiente para o trecho reto. O levantamento deve usar as dimensões reais do conjunto e não uma estimativa feita apenas olhando a tubulação.

A observação de aplicações de inserções térmicas e ultrassônicas indica que furos maiores que o necessário reduzem o desempenho, enquanto furos menores aumentam tensões e podem provocar rachaduras no plástico. Embora a aplicação seja diferente da passagem hidráulica em concreto, o princípio de dimensionar a abertura para sua função é útil: folga excessiva e aperto excessivo são problemas opostos, mas igualmente evitáveis.

Furos com profundidade errada

A profundidade errada ocorre quando a ferramenta não atravessa o elemento como previsto, quando a abertura cega não alcança o alojamento necessário ou quando a perfuração avança além do limite seguro. Em uma passagem hidráulica, o controle deve considerar a espessura do elemento, o acabamento de cada face, a necessidade de atravessar completamente a laje e a posição de componentes que não podem ser atingidos.

Uma perfuração incompleta pode deixar rebarbas, concreto solto e uma seção estreita que impede a passagem do tubo. O instalador pode então ampliar a abertura de maneira improvisada, aumentando o risco de desvio. Já uma profundidade excessiva pode atingir a face oposta, danificar uma camada de impermeabilização ou produzir uma abertura maior do que a prevista.

O controle não deve depender somente da escala marcada na haste ou de uma estimativa visual. É importante estabelecer uma referência física, acompanhar a evolução da perfuração, remover o material acumulado e verificar o resultado antes de liberar a instalação. Em furos sujeitos à pressão ou à necessidade de vedação, a limpeza interna também faz parte da qualidade final.

Em operações de perfuração, sinais como aumento de contrapressão, queda da pressão de rotação e redução ou desaparecimento do fluxo na saída podem indicar um calço hidráulico. Continuar forçando a ferramenta nessas condições pode travar o conjunto e agravar o dano, portanto a operação deve ser interrompida para diagnóstico.

Transforme seu projeto com segurança

Conheça nossos serviços de corte e perfuração de concreto.

Solicitar orçamento
Técnico inspecionando um furo hidráulico recém-feito

Como evitar problemas com furos hidráulicos?

A prevenção depende de compatibilizar o projeto com as condições reais da laje, definir o método de execução antes do início e manter controle técnico durante a perfuração. Planejar, escolher o equipamento correto e treinar a equipe são medidas complementares, não substitutas.

Planejamento adequado

Comece reunindo o projeto estrutural, o projeto hidráulico e os desenhos de arquitetura. A partir deles, marque a posição da passagem considerando eixos, níveis, paredes, vigas, ralos, shafts e pontos de conexão. Em reformas, compare os documentos com a inspeção do local, porque alterações realizadas durante a obra podem não estar registradas.

O planejamento também deve prever o caminho da água de corte, a proteção de pisos e ambientes, o acesso da equipe, a coleta do testemunho de concreto e a limpeza final. Uma abertura bem executada pode gerar um transtorno operacional se a água escorrer para um pavimento ocupado ou se o material removido cair em uma área sem proteção. O controle do entorno faz parte da solução, especialmente em condomínios, hospitais, comércios e imóveis em funcionamento.

Inclua uma verificação de compatibilidade antes da liberação. A equipe deve confirmar a posição, o diâmetro, a direção e a profundidade definidos, além dos riscos de atingir instalações embutidas. A definição do projeto e do planejamento do furo envolve análise geotécnica, seleção do equipamento e cronograma. Em intervenções prediais, esse mesmo raciocínio ajuda a organizar recursos e responsabilidades.

Quando a perfuração estiver relacionada a uma mudança de layout, não trate a abertura como uma decisão isolada do instalador. A passagem precisa fazer sentido para o sistema inteiro, incluindo declividade, inspeção, manutenção e vedação. Essa visão evita que um ajuste aparentemente pequeno crie uma sequência de adaptações difíceis de acessar depois.

Escolha de equipamentos corretos

O equipamento deve ser compatível com o diâmetro, a profundidade, a resistência do concreto, o espaço disponível e a posição da perfuração. Para concreto, brocas diamantadas são indicadas quando se busca uma abertura controlada, com menor vibração e acabamento mais regular do que métodos baseados em impacto. A seleção correta inclui coroa, suporte, potência, sistema de fixação e forma de refrigeração.

A fixação da máquina merece atenção. Se o conjunto se desloca durante o corte, o furo pode sair inclinado, perder o centro ou aumentar de diâmetro. A escolha do método de ancoragem precisa respeitar o elemento perfurado e não criar um novo risco. Em locais com acesso restrito, a solução deve permitir controle firme sem pressionar tubulações, revestimentos ou componentes próximos.

A água usada para resfriamento deve ser administrada. Excesso de água pode espalhar lama e contaminar ambientes; falta de água pode elevar o desgaste da ferramenta e reduzir a qualidade do corte. Também é necessário avaliar a remoção do testemunho, a estabilidade da peça e o risco de queda para o pavimento inferior. Em furos profundos, o acúmulo de material pode mascarar a profundidade real e exigir pausas para limpeza.

Condições geológicas ou construtivas desfavoráveis podem interferir na operação. Um relato técnico sobre fraturamento hidráulico no Brasil registra dificuldades associadas à geologia fraturada, incluindo travamento de ferramentas e estouro de borrachas do equipamento. Em uma laje predial, a causa pode ser diferente, mas a lição permanece: equipamento, acessórios e procedimento devem ser escolhidos para o cenário real, e não apenas para o diâmetro nominal do furo.

Treinamento da equipe

A equipe precisa saber interpretar a marcação, operar a máquina, controlar alinhamento, reconhecer mudanças de resistência e interromper a atividade quando surgir uma condição anormal. Também deve conhecer os riscos de água, energia, queda de materiais, ruído, poeira residual e contato com armaduras ou instalações ocultas.

A máquina deve ser operada por pessoal qualificado e treinado, e o local precisa ser mapeado por pessoal especializado antes do início. Na prática, isso significa que a operação não deve ser entregue a alguém que apenas saiba ligar o equipamento. É preciso compreender a sequência completa, desde a inspeção até a liberação da abertura.

Um procedimento simples ajuda a manter a consistência: conferir a marcação, fixar o conjunto, iniciar com controle, acompanhar a saída, interromper para remover resíduos, medir o resultado e registrar qualquer desvio. A comunicação com o responsável pela instalação hidráulica também evita que a equipe de perfuração trabalhe com uma medida desatualizada ou uma posição que foi alterada em campo.

O treinamento deve incluir a decisão de parar. Pressionar uma ferramenta travada, deslocar uma máquina instável ou ampliar um furo sem autorização pode transformar uma falha corrigível em dano estrutural ou vazamento oculto. A produtividade adequada é a que entrega uma abertura utilizável e segura, não a que termina a perfuração mais rapidamente.

Concreto rachado ao redor de um furo hidráulico malfeito

Quais são as consequências de erros em furos hidráulicos?

Aumento de custos

Um furo errado raramente fica restrito ao custo da perfuração. Se a abertura não atende ao tubo, podem ser necessários novos materiais, conexões, vedação, recomposição do acabamento e mão de obra adicional. Quando o problema atinge impermeabilização, forro ou pintura, o reparo se espalha para áreas que não faziam parte do escopo inicial.

O desperdício também aparece quando uma peça cortada não pode ser aproveitada ou quando a tubulação precisa mudar de caminho. Em uma obra com vários ambientes, uma alteração em um pavimento pode exigir ajustes em prumadas, revestimentos e pontos de inspeção. Quanto mais tarde o erro é descoberto, maior a chance de haver serviços já concluídos que terão de ser desfeitos.

Vazamentos são especialmente caros porque podem permanecer ocultos. A água pode percorrer a laje, atingir o forro inferior e danificar acabamentos antes de aparecer no ponto de origem. Um estudo sobre patologias em sistemas hidrossanitários identificou o vazamento como a manifestação mais frequente, correspondendo a 50% dos casos analisados. O dado reforça a necessidade de tratar a vedação e a inspeção como parte do serviço, não como acabamento secundário.

Em redes, a dimensão do problema não depende apenas do tamanho visível da abertura. Foram registradas 1.662 medições de vazão de vazamentos coletadas em redes, ramais e cavaletes reparados em 2017. Em instalações prediais, essa referência ajuda a lembrar que localizar e medir uma perda é importante para evitar decisões baseadas somente em manchas ou sinais superficiais.

Para reduzir custos, documente a ocorrência assim que ela for percebida. Fotos, medidas, posição em relação aos eixos e descrição do que aconteceu ajudam o responsável técnico a escolher entre vedar, corrigir, deslocar a instalação ou refazer o trecho. O improviso pode parecer barato no momento, mas costuma transferir a despesa para uma etapa mais difícil.

Atrasos em projetos

Atrasos surgem quando a instalação não pode prosseguir, quando o local precisa ser liberado para investigação ou quando várias equipes ficam dependentes de uma correção. Um furo mal localizado pode impedir a montagem da tubulação e bloquear o fechamento do forro, a impermeabilização ou o revestimento. Mesmo que o reparo seja tecnicamente simples, a sequência da obra pode já ter sido afetada.

Em reformas de áreas ocupadas, o impacto é ainda maior. O ambiente pode precisar ser isolado novamente, materiais podem ter de ser removidos e a equipe de acabamento pode perder uma janela de trabalho. Atrasos também ocorrem quando a correção exige análise estrutural ou autorização do responsável pelo projeto, pois não é seguro decidir sobre uma laje apenas com base na aparência do furo.

O acompanhamento deve registrar o que foi executado, o que ficou pendente e qual condição libera a próxima etapa. Essa rotina reduz desencontros entre quem perfura, quem instala e quem impermeabiliza. Se o furo apresentar sinais de travamento, perda de fluxo ou comportamento diferente do previsto, parar cedo costuma preservar mais opções de correção do que insistir até danificar a ferramenta ou o elemento.

Em termos de gestão, a melhor resposta ao atraso é identificar a causa, conter o efeito e atualizar o planejamento. Esconder uma abertura inadequada sob acabamento apenas adia o problema e aumenta a chance de retorno da equipe quando o imóvel já estiver ocupado.

Equipe trabalhando em reparos de furos hidráulicos

Como corrigir problemas com furos hidráulicos?

A correção segura começa interrompendo a atividade e reavaliando a relação entre o furo, a estrutura e a instalação hidráulica. Depois, a solução pode envolver vedação, recomposição, reforço, novo furo em posição adequada ou alteração do caminho da tubulação, sempre conforme a avaliação técnica do caso.

Reavaliação do projeto

O primeiro passo é comparar o que foi executado com o que estava previsto. Registre a posição real, o diâmetro, a profundidade, a inclinação, o estado das bordas e qualquer armadura ou instalação atingida. Também verifique se há sinais de infiltração, movimentação, desagregação do concreto ou dano no revestimento. Sem esse diagnóstico, a correção pode esconder a causa e deixar o risco ativo.

Em seguida, reúna os responsáveis pela estrutura e pelas instalações. A pergunta não é apenas como fechar o furo, mas qual solução mantém a capacidade do elemento, a estanqueidade e a funcionalidade da tubulação. Se a abertura estiver em uma região sensível ou tiver atingido uma armadura, o reparo deve ser definido por profissional habilitado, com base nas condições observadas e nos documentos disponíveis.

A reavaliação também deve considerar se ainda é necessário manter aquela passagem. Às vezes, mudar o trajeto hidráulico é mais seguro do que insistir em uma abertura mal posicionada. Em outros casos, o furo pode ser aproveitado depois de receber tratamento adequado. A escolha depende do acesso, da função da laje, da exposição à água, da possibilidade de inspeção e do sistema de vedação.

Após a execução, faça uma análise detalhada do que funcionou e do que não funcionou. Quando há erro, a equipe deve identificar se a causa foi marcação, equipamento, operação, condição do concreto ou mudança de projeto. Corrigir sem aprender com a ocorrência aumenta a chance de repetir o problema em outra passagem.

Técnicas de correção

A técnica depende do tipo de falha. Para uma abertura pequena, sem dano estrutural e sem necessidade de uso, pode ser possível realizar limpeza, preparação das superfícies e recomposição com material compatível. O preenchimento precisa aderir ao concreto existente e receber acabamento que não crie um caminho para água. A escolha não deve ser feita somente pela facilidade de aplicação, pois o local pode estar sujeito a umidade, pressão ou movimentação.

Quando o furo será mantido, a prioridade é adaptar a passagem para a tubulação e criar uma vedação durável. Isso pode exigir regularização das bordas, instalação de elemento de passagem, selagem ao redor do tubo e recomposição da impermeabilização. O sistema usado deve ser compatível com o ambiente e com a manutenção futura. Uma massa superficial que apenas cobre a abertura não resolve uma infiltração que percorre o interior da laje.

Se o furo ficou fora do eixo, não é recomendável simplesmente alargá-lo até alcançar a posição desejada. O alargamento pode remover concreto adicional, atingir armaduras e reduzir a região disponível para vedação. Muitas vezes, a solução mais controlada é tratar a abertura existente e executar uma nova passagem somente após a reavaliação e a marcação correta. O procedimento deve incluir proteção do furo antigo e inspeção das duas áreas.

Quando há indício de dano à armadura, perda de seção, fissura relevante ou alteração da capacidade do elemento, a correção deve ser definida com análise estrutural. O reforço não pode ser presumido nem escolhido apenas pelo aspecto visual. O mesmo vale para uma laje com infiltração persistente: é necessário localizar a origem, eliminar o caminho da água e testar a solução antes de recompor os acabamentos.

A Furos em Viga oferece serviços de perfuração e corte em concreto, incluindo intervenções em lajes e vigas, com profissionais qualificados e atendimento presencial. Para solicitar uma avaliação, reúna plantas, fotos do local, medidas da passagem, finalidade da tubulação e informações sobre o que já foi executado. Esse conjunto permite discutir o serviço com mais clareza e encaminhar a solução adequada para a obra.

  • Criar uma passagem para água, esgoto ou drenagem em uma laje → Compatibilize os projetos, marque o ponto em campo e defina diâmetro, direção e vedação antes de perfurar.
  • Executar um furo perto de armaduras ou de outras instalações → Interrompa a decisão baseada apenas em medidas visuais e faça um mapeamento técnico da área antes da abertura.
  • Corrigir um furo já feito fora de posição → Registre o erro, preserve a área e reavalie estrutura e instalação antes de ampliar, fechar ou criar outra passagem.
  • Reduzir sujeira e vibração durante a perfuração → Use método diamantado compatível, fixação firme, controle da água de corte e proteção dos ambientes.
  • Contratar uma execução especializada em concreto → Envie plantas, fotos e medidas do local e solicite uma avaliação presencial da Furos em Viga.
  • Você ainda está planejando a passagem hidráulica: Priorize a compatibilização entre projetos, a marcação em campo e a definição do método antes de liberar a perfuração.
  • Você encontrou um furo com medida ou posição incorreta: Não tente corrigir por improviso. Interrompa a atividade e solicite reavaliação técnica da estrutura, da tubulação e da vedação.
  • Você precisa executar uma abertura em laje ou viga de concreto: Considere um serviço presencial de perfuração e corte com equipe qualificada, levando as informações completas do local.

Perguntas frequentes

O que causa problemas com furos hidráulicos?
As causas mais comuns são falta de compatibilização entre projetos, marcação incorreta, escolha inadequada do diâmetro, profundidade mal controlada, desconhecimento de instalações embutidas e operação sem treinamento suficiente. Mudanças feitas em campo sem atualização do projeto também aumentam o risco.
Um furo hidráulico pode atingir a estrutura da laje?
Pode, especialmente quando a posição não foi conferida em relação às armaduras e a outras regiões estruturais. Se houver suspeita de que a abertura atingiu armadura, concreto importante ou uma área sensível, interrompa o serviço e peça uma avaliação técnica antes de ampliar ou fechar o furo.
Como definir o diâmetro de um furo para tubulação?
Considere o diâmetro externo do conjunto que atravessará a laje, incluindo conexões, elementos de vedação e espaço de montagem. Não dimensione apenas pelo trecho reto do tubo. A abertura também precisa permitir acabamento e manutenção sem deixar folga excessiva.
O que fazer quando o furo ficou no lugar errado?
Pare a execução, registre a posição e compare o resultado com os projetos. Não aumente a abertura por tentativa. A solução pode ser vedar o furo e criar uma nova passagem, alterar o caminho da tubulação ou corrigir a instalação existente, mas a decisão deve considerar estrutura e estanqueidade.
Por que a broca diamantada é usada em concreto?
Ela permite executar cortes controlados e com menor vibração do que métodos baseados em impacto. Ainda assim, requer fixação adequada, refrigeração, controle de alinhamento, proteção do entorno e equipe que saiba reconhecer mudanças no comportamento da perfuração.
Como corrigir um vazamento ao redor do furo?
Primeiro, localize a origem e confirme se a água vem da conexão, da tubulação, da impermeabilização ou do espaço entre o tubo e o concreto. Depois, limpe e prepare a área, escolha um sistema de vedação compatível e teste o resultado antes de recompor o acabamento. Vazamentos persistentes exigem avaliação técnica.
É seguro continuar perfurando quando a ferramenta trava?
Não. Travamento, aumento de contrapressão, queda da pressão de rotação ou redução do fluxo de saída indicam que a operação precisa ser interrompida para diagnóstico. Forçar o conjunto pode danificar o equipamento e agravar a condição do concreto ou da instalação.
A Furos em Viga faz furos em laje de concreto?
Sim. A Furos em Viga oferece serviços de perfuração e corte de concreto, incluindo furos em laje e em viga, com profissionais qualificados. O atendimento é presencial e o orçamento pode ser solicitado por formulário online.

Glossário

Furo hidráulico
Abertura executada em um elemento construtivo para permitir a passagem de tubulação ou componente de um sistema hidráulico.
Broca diamantada
Ferramenta com segmentos diamantados usada para cortar concreto com controle e menor vibração relativa.
Compatibilização
Conferência conjunta entre projetos e condições de campo para evitar conflitos entre estrutura, arquitetura e instalações.
Vedação
Tratamento que impede a passagem de água, ar ou outros agentes pelo espaço entre a abertura e o componente instalado.
Calço hidráulico
Condição em que a presença ou retenção de água aumenta a contrapressão e dificulta o avanço da ferramenta.
Testemunho de concreto
Núcleo removido durante uma perfuração, cuja retirada deve ser planejada para evitar queda e danos ao entorno.

Escrito por

Joel Oliveira

Furos em Viga

Continue lendo

Transforme seu projeto com segurança

Conheça nossos serviços de corte e perfuração de concreto.

Solicitar orçamento